
Um fogo estranho queimou em meu estômago. O mais esquisito era que não se tratava de medo. Era expectativa. O desejo de vingança. Ela tentara me machucar duas vezes até agora, por motivos desconhecidos. Por sua culpa eu perdi confianças e parei de confiar, sempre nesse jogo de conquistar e decapitar. Agora ela tentava me enquadrar em um "crime" que não havia cometido. Eu estava pronta para enfrentá-la. Sim, exatamente. Sou alguém que guarda ressentimentos, alguém que está infeliz com a parte que lhe coube desde o primeiro confronto. Ninguém nunca mais o mencionou, mas tive a sensação de que todos continuam falando sobre isso pelas minhas costas. Meu repentino ataque de raiva assustara todo mundo. Ela me mandou dois recados: o primeiro, ela não mediria esforços para acabar comigo; segunda, o confronto estava próximo. Eu espero esse dia desde então...
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