quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Fidelity


I never loved nobody fully
Always one foot on the ground
And by protecting my heart truly
I got lost in the sounds
I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind all these words
I hear in my mind all this music
And it breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my heart
It breaks my heart

And suppose I never ever met you
Suppose we never fell in love
Suppose I never ever let you kiss me so sweet and so soft
Suppose I never ever saw you
Suppose we never ever called
Suppose I kept on singing love songs just to brake my own fall
Just to brake my fall
Just to brake my fall
Just to brake my fall
Brake my fall
All my friends say that of course its gonna get better
Gonna get better
Better better better better
Better better better

I never love nobody fully
Always one foot on the ground
And by protecting by heart truly
I got lost
In the sounds
I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind all these words
I hear in my mind
All this music
And it breaks my heart
It breaks my heart
Breaks my
Heart
Breaks my heart

I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind all these words
I hear in my mind
All this music
And it breaks my heart
It breaks my heart
Breaks my
Heart

Breaks my heart
And it breaks my heart
It breaks my heart
And it breaks my heart
And it breaks my heart

Regina Spektor

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal...


Hoje, nesta noite tão especial, eu deveria sentir a magia, sentir o poder do nascimento do menino Jesus, ser feliz, mas não sinto isso. Natal sempre me trás tristeza, a tristeza que vem de pessoas que amo, trás uma realidade que não queria viver, trás pessoas que me deixam triste. A família reunida, trocamos presentes em volta da árvore, cantamos e bebemos. Bebemos a bebida que causa discórdia e desgosto, que gera inimizades e ódio dentro de uma família. Uma família que estava sempre feliz, os primos, os tios, a avó, todos cantando, dançando, sorrindo. Não que isso não aconteça mais, só que acontece bem menos. Tentamos esquecer, rezamos e partimos para a ceia. Damos risada, um primo pega o violão, o outro faz a mesa virar bateria, as três primas, até afinadas, cantam como num show e continuamos nessa diversão, até alguém bater na porta e a realidade vem junto, trás tristeza, a tristeza que vem de pessoas que amo, trás uma realidade que não queria viver, trás pessoas que me deixam triste. E assim é meu natal, tristemente feliz.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nebulosa, nebuloso, noite fria, socorro


Ela não sabia quanto tempo passara na fria escuridão da noite despedaçada enquanto emoções lhe subjugavam a alma abalada. Em algum recôndito remoto de sua mente, ela sentia a familiaridade do que lhe acontecera. Ela havia caído de novo, só que desta vez mais o espírito do que o corpo. Ela sentiu sua presença antes dele falar. Desde o começo tinha sido assim entre eles dois, quisesse ela ou não. Eles simplesmente sentiam um ao outro. Ela permaneceu em silêncio diante do consolo, lutando para se equilibrar e reestruturar o espírito arrasado, mas a terra sob seu corpo era real demais, e ela não tinha forças para se levantar e alimentar sua alma com os vestígios nebulosos do amor que flutuavam por lá. Ela havia pedido socorro antes, bem antes, mas nem quem dizia lhe amar mais que tudo percebeu. Foi preciso despedaçar-se para que fosse socorrida, agora é tarde.

Ainda me lembro do toque e do perfume. Cabelo macio, sorriso bonito e corpo perfeito acariciando minha nuca tão delicadamente. Esquecemos todos que estavam a nossa volta, um lugar repleto de pessoas e animado, mesmo assim éramos só você e eu, juntos, num momento lindo. Sua mão em minha cintura, segurando forte, sem tentar nada além, aprazível prazer. As poucas horas que passamos juntos foram suficientes para sonhar com você. Doce passado que não volta mais, assim será melhor.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sem tempo para lembrar

Tem um momento na vida que temos que deixar de ser crianças e assumir responsabilidades que às vezes são maiores do que podemos suportar. Essa passagem é sempre difícil e arriscada: experimentamos coisas novas, rejeitamos outras, fazemos novos amigos e deixamos alguns de lado, temos que aprender a conter nossos sentimentos e a ser contrariados, respondemos por nossos atos e suportamos as consequências. Muitas vezes pensamos que não vamos dar conta e queremos desistir. Mas se não desistimos, damos conta de fazer, pois já somos capazes de fazer o que quisermos, de chegarmos onde queremos ir com nossas próprias pernas. Deixamos as brincadeiras de lado, viramos escravos do relógio, acorrentados a compromissos aqui e agora, sem tempo para lembrar o quanto éramos livres quando crianças.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Esse lugar mágico.


Não acredito que esses sejam meus últimos dias naquele lugar mágico, que sejam os últimos dias vendo a maioria daquelas pessoas, os últimos dias que terei meus amigos por perto o tempo todo. Onde estará minha segurança de veterana? Onde estarão os amigos que tanto amo? Nada estará ali, acho que nem o eu verdadeiro estará ali. Sentirei falta de cada canto, ali e aqui, que fiz farra com meus amigos, colegas e até professores. Estou deixando uma vida para trás. Uma vida num lugar mágico, onde se encontram pessoas companheiras, que vai fazer parte de minha história e eu, mesmo que represente muito pouco, também farei parte da história desse lugar. Por um lado vai ser bom, eu espero. Conhecerei pessoas e lugares novos, passarei por novas experiências, farei novos amigos, sem deixar os antigos de lado. Uma mudança que vem para o bem sempre faz bem, e isso é a única coisa que me consola. Será difícil, mas vou me adaptar. Sentirei eternas saudades de cada momento que passei em minha querida escola e terei orgulho de contar aos meus filhos e netos as aventuras que eu e meus amigos passamos nesse lugar mágico chamado Regina Pacis.