
Ela não sabia quanto tempo passara na fria escuridão da noite despedaçada enquanto emoções lhe subjugavam a alma abalada. Em algum recôndito remoto de sua mente, ela sentia a familiaridade do que lhe acontecera. Ela havia caído de novo, só que desta vez mais o espírito do que o corpo. Ela sentiu sua presença antes dele falar. Desde o começo tinha sido assim entre eles dois, quisesse ela ou não. Eles simplesmente sentiam um ao outro. Ela permaneceu em silêncio diante do consolo, lutando para se equilibrar e reestruturar o espírito arrasado, mas a terra sob seu corpo era real demais, e ela não tinha forças para se levantar e alimentar sua alma com os vestígios nebulosos do amor que flutuavam por lá. Ela havia pedido socorro antes, bem antes, mas nem quem dizia lhe amar mais que tudo percebeu. Foi preciso despedaçar-se para que fosse socorrida, agora é tarde.
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